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A fantástica história de Antonio Alves Ferreira

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Ufologia 10

Fato publicado num jornal de Brasília, estimulou a Revista UFO a relançar um artigo detalhado a respeito do caso na edição UFO 70

Antonio Alves Ferreira

Há quase 30 anos o jovem Antonio Alves Ferreira, residente no Bairro Anil em São Luís (MA), viveu uma das mais incríveis aventuras já ocorridas no mundo ufológico. Ele afirma ter sido seqüestrado 11 vezes por três seres a bordo de um estranho objeto aéreo, que descreveu como sendo de forma discóide com aproximadamente cinco metros de circunferência. Naquela época Antonio tinha 16 anos, era semi-analfabeto, descendente de uma família humilde e morava de favores num casebre localizado no quintal de um colégio, onde sua mãe, além de lavadeira, exercia a função de zeladora. Após este episódio o jovem passou a ser alvo de diversos curiosos, jornalistas, psicólogos, médicos, autoridades civis e militares, além é claro, de ufólogos, como Irene Granchi, Sílvio Lago, Bob Pratt e membros do Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU), de Fortaleza (CE), que tem como presidente o autor dessa matéria.

As ocorrências se deram no dia 04 de janeiro de 1975, justamente quando o CPU encontrava-se em Rosário, uma pequena cidade distante de São Luís aproximadamente 70 km, pesquisando avistamentos de estranhas luzes nos céus daquela comunidade. Naquele dia os investigadores ouviram numa edição especial da Rádio Difusora do Maranhão, a notícia do seqüestro de um jovem por tripulantes de um UFO. Imediatamente resolveram seguir para a capital para falar com Ferreira. Chegando ao local dos fatos, já se faziam presentes algumas autoridades e o promotor de justiça José de Freitas Dutra, que juntamente com um jornalista da região criaram barreiras para que o CPU acompanhasse o relato do jovem.

Como de praxe, os pesquisadores fotografaram o local do avistamento e entrevistaram diversas testemunhas do fato, entre elas o sargento Hermes e o funcionário de uma farmácia, de nome Pedro, que confirmaram terem visto um intrigante objeto rodopiando os céus da região. Também se faziam presentes o senhor Garibaldi, professor de física da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e a jornalista Marinez Sabóia, que deu sua opinião sobre o fato dizendo que o mesmo era importantíssimo para a comunidade terrestre e acrescentando que na impossibilidade de tratar-se de algo oriundo dos EUA, da Rússia ou outro país, existiria uma chance, embora remota, de ser de origem extraterrestre.

Por sua vez, a Sociedade Maranhense de Astronomia que também estava investigando o caso, por intermédio do seu presidente, Eliúde Farias, não encontrou justificativa para o que havia acontecido. Farias apenas testemunhou que a casa de Ferreira tinha sido alvo de algo não identificado, que as árvores do local estavam com as raízes expostas e que cerca de 500 pessoas tinham confirmado o avistamento do estranho UFO. Assim como supôs a jornalista Sabóia, Farias também disse que o fato poderia ter sido causado por alienígenas, embora não tenha confirmações e não possua explicações para o fato na visão da Astronomia.

Bola luminosa

No dia da ocorrência 04 de janeiro de 1975, a rotina dos bairros Santo Antonio, Santa Cruz, Olho D’Água e Anil saiu da sua tranqüilidade quando um estranho objeto discoidal, parecido com dois pratos emborcados, foi visto no céu da capital maranhense, obrigando os moradores a comunicar o fato à polícia, que já havia recebido outras ocorrências de avistamentos nas regiões de Ponta de Areia e Farol, porém na forma de bolas de luz. No entanto, os policiais não puderam tomar qualquer providência para apurar o fato a não ser anotar as denúncias e aguardar as supostas conseqüências. As emissoras de rádios e os jornais locais também chegaram a noticiar o estranho fenômeno, não dando, no entanto, a merecida atenção.

Segundo algumas testemunhas, no bairro Anil uma das bolas de luz desceu repentinamente sobre residências, deixando notar sua plenitude, que se apresentava como algo redondo e luminoso, e que numa de suas rasantes bateu no telhado do casebre de Antonio Alves Ferreira, queimando algumas cadeiras que se encontravam no local. Por forças desconhecidas ou um possível impacto, a bola luminosa fez tombar uma árvore próxima deixando a raiz exposta cerca de 25 cm. A família de Ferreira, apavorada com o fenômeno, comunicou o fato à Base Aérea solicitando ajuda ao comando chefiado pelo tenente Natalino José Passos Filho. A polícia militar e civil também foi notificada, além da imprensa, que esteve presente para documentar os detalhes do ocorrido. Na manhã seguinte, os jornais locais O Imparcial e Pequeno, estamparam em suas manchetes a notícia do avistamento de um UFO sobre a capital maranhense.

No dia do ocorrido, a família de Ferreira dormiu na delegacia, sendo conduzida na manhã seguinte até a residência danificada para limpar os destroços ocasionados pelo impacto do objeto. Às 08h00, quando os familiares de Ferreira saíram para trabalhar, algo intrigante aconteceu ao jovem. Sua mãe, acometida por estranho esquecimento o deixou sozinho em casa perto de algumas roupas que estavam estendidas no arame. Ferreira que é paraplégico teve que se arrastar para apanhar as muletas e chegar até a parte dos fundos da residência, o que fez com que pisasse em alguns espinhos, forçando-o a sentar-se para arrancá-los dos pés. De repente, com a cabeça abaixada, o jovem sentiu um calor forte apoderar-se do seu corpo, que definiu como sendo “um calor acometido por uma intensa quentura”.

Ao olhar para os lados a fim de saber de onde vinha aquela sensação, Ferreira viu surgir do alto algo redondo do tamanho de um carro. “O objeto emitia um zumbido estridente, mas ao mesmo tempo suportável”, relatou. Naquele momento sentiu um calor ainda maior e uma impressão de que seus olhos estavam queimando e saltando das órbitas. Ele tentava se movimentar, mas não conseguia, e embora procurasse gritar, seu grito não emitia som algum. Logo após, do objeto abriu-se uma porta e depois uma escada apareceu, da qual desceram dois seres que o agarraram pelos braços e o conduziu para o interior da nave. “Não sei como a tal porta se fechou, somente que não era possível notar nenhuma marca nas paredes da pequena sala que eu me encontrava e que me obrigava a permanecer sentado, de tão baixa que era”, contou.

Ferreira descreveu os seres como usando uma espécie de máscara e disse que o objeto elevou-se como um elevador, que após alguns minutos parou e novamente abriu-se uma porta. Lá dentro, o jovem se viu diante de uma claridade muito grande e esquisita. Em seguida, os seres novamente o conduziram a um lugar que ele chama de ‘casa’ e que tinha a forma de uma meia esfera branca. “Tudo era muito claro, embora o céu fosse escuro”. Repentinamente, as criaturas o colocaram diante de um terceiro ser, possivelmente o líder, chamado de ‘Clóris’ do planeta Protu.

Irritação alienígena

A criatura tentou se comunicar com o garoto, mas vendo que o mesmo não compreendia sua língua demonstrou-se irritada. Em seguida, colocou o punho em seu peito e só então puderam manter um diálogo. Algumas perguntas foram feitas a Ferreira, sem que ele – pelo fato de ser analfabeto – as pudesse responder, tal como se dá o funcionamento dos nossos aviões, qual o combustível usado pelos mesmos, quais os tipos de carros utilizados, além dos objetivos do povo da Terra. Diante destes questionamentos, podemos indagar: sendo tais seres possuidores de sofisticadas tecnologias, desconheceriam coisas tão banais como essas? Em seguida, o estranho Clóris ergueu uma das mãos e deu um leve toque no peito esquerdo de Ferreira, fazendo com que ali se formasse um círculo vermelho, e informando-lhe que sempre que quisessem contatá-lo aquele círculo se acentuaria e sentiria um zumbido nos ouvidos e telepaticamente receberia instruções para ir ao local predeterminado por eles.

Após o contato o rapaz foi deixado no quintal de sua casa. No decorrer dos dias seguintes, Ferreira começou a perceber que havia adquirido poderes incomuns, pois sempre que dirigia seu olhar para metais, como colheres, garfos, facas, além de pás de ventiladores, os objetos derretiam ou envergavam, tomando formas impossíveis de serem feitas pelo homem, mesmo com ferramentas especiais. O jovem também recebeu alguns presentes das criaturas, entre eles uma pistola que emitia raios desintegradores de matéria – cuja demonstração foi feita pelos visitantes com uma mangueira em seu quintal –, uma estatueta com um busto, além de duas medalhas com a imagem de uma criatura que Ferreira considerou ser possivelmente Clóris.

Quando a vizinhança ficaou sabendo dos presentes que o garoto recebeu, começaram a persuadir seus pais dizendo que aqueles objetos eram ‘coisa do diabo’ e alegando que deveriam ser devolvidos urgentemente, evitando assim a posse das almas de todos pelo terrível Satanás. Acreditando Ferreira no que diziam, no próximo encontro com os seres devolveu tudo o que ganhara. Diante desse fato pergunta-se: como seres evoluídos entregariam uma arma tão potente a uma criança irresponsável? Noutra ocasião, quando o jovem retornou ao planeta Protu, os seres ‘Telione e Riaus’ lhe mostraram o único animal existente no local: o “atitolilai”, muito parecido com nossos cães. Eles pediram ao garoto para que conseguisse alguns animais terrestres para que experiências fossem realizadas com os mesmos. Ferreira então “seqüestrou” da vizinhança um gato, um papagaio e um cachorro, os quais criaram um grande conflito ao serem libertados no interior do UFO. Em seguida, o jovem foi informado de que passaria mais de três dias em companhia dos seres e que para não sentirem a sua falta na Terra, enviariam um sósia a sua casa.

Colocaram-no então numa redoma transparente, afixaram em seus braços, pernas, tórax e abdômen fios ligados a algo que emitia luzes rotatórias. A seguir, ao seu lado, em outra redoma, foi se formando uma réplica do seu corpo, que, depois de totalmente pronta desapareceu. Por uma grande tela o jovem viu a chegada do clone a sua casa. “Ele apareceu sentado à mesa e aos poucos foi inclinando a cabeça e dormiu”, explicou. Seu pai, acreditando ser o filho, foi apanhá-lo para levá-lo até uma rede, quando sentiu que o garoto estava muito pesado. Comunicou o fato à esposa, que, percebendo o excesso de peso do garoto mostrando-se preocupada. Quando finalmente conseguiram deitá-lo, a mãe de Ferreira notou que faltava uma cicatriz antiga e saliente no seu pé esquerdo, e comentou o fato com o marido alegando que aquele não era seu filho. Decidiram então comunicar às autoridades competentes e aos médicos da cidade sobre a intrigante alteração física do menino, mas infelizmente ninguém conseguiu esclarecer o que tinha acontecido.

Comportamento estranho

Ferreira ficou três dias sendo observado por sua família quando de repente começou a apresentar um comportamento esquisito. Não falava, não se alimentava e dormia muito. Até que no quarto dia apareceu em frente a sua casa, enquanto o clone desaparecia, como que por encanto. Ele guardou este segredo para si, comentando o fato com os pais apenas alguns meses depois. Noutro episódio em que Ferreira esteve com os alienígenas, ele afirma que as criaturas o obrigaram a engolir uma pílula branca, que ele acredita ser a responsável pelos poderes paranormais que passou a manifestar após o primeiro contato.

Certa vez ao segurar uma tesoura, viu a mesma misteriosamente quebrar-se em suas mãos. A partir daí, começou a entortar facas, garfos, derreter panelas de alumínio e falhar motores de carros, além de curar dores de cabeça e de origem muscular em várias pessoas. Na época em que esteve no Rio de Janeiro, em companhia dos pesquisadores Ernesto Bono, Silvio Lago e Irene Granchi [Presidente do Conselho Editorial da Revista UFO], mesmo distante Ferreira interferia nos objetos metálicos que se encontravam em mesas, escrivaninhas, gavetas ou outros locais. No ano de 1984, quando levado pelo CPU até a cidade de Fortaleza, amoleceu uma moeda e envergou com uma simples pressão com os dedos – um fenômeno telecinésico extraordinário e comprovado. Em outra oportunidade, num simpósio realizado pelo Movimento Ufológico da Serra da Ibiapaba (MUSI), na cidade de Tinguá (CE), apenas usando o olhar Ferreira conseguiu entortar garfos e colheres na presença de várias pessoas.

Conforme informações obtidas pelo próprio paranormal, no auge dos acontecimentos ufológicos em São Luís, o Exército encarregou um tenente conhecido como Pantoja e um sargento para entrarem em contato com Ferreira e interrogá-lo sobre as ocorrências que vinham lhe acontecendo. “O tenente abriu uma pasta e começou a mostrar alguns desenhos estranhos. No meio deles havia várias naves, e ele queria que eu dissesse qual delas se parecia com a que eu vinha observando”, relatou. Naquela ocasião, Pantoja não permitiu que alguns acadêmicos UFMA, interessados em pesquisar o fato, se aproximassem do contatado sob a alegação de que o caso estava sob a responsabilidade do Exército. Terminada a investigação que estavam realizando os militares liberaram Ferreira sem mesmo se importarem com seu estado físico ou financeiro.

Parapsicólogos investigam

Após alguns dias, o jovem seguiu para Belo Horizonte, onde foi convidado pelos também ‘contatados’ Hermínio e Bianca [O casal passou por uma experiência ímpar de contato com alienígenas, contada com impressionante riqueza de detalhes. Veja UFO 39, agosto de 1995] para participar de um congresso no Rio de Janeiro. Chegando à cidade o jovem conheceu o professor Mário de Amaral Machado, presidente do Instituto de Parapsicologia do Rio de Janeiro (IPRJ) e da Federação Brasileira de Parapsicologia (Febrap), que também o convidou para realizar algumas experiências. “Aceitei devido às propostas e mordomias que me eram oferecidas. Tudo aquilo era novidade. Talvez devido a essas empolgações tenham se aproveitado de mim”, desabafou. Após um período sendo analisado pelos membros do instituto, Ferreira começou a perceber que estava sendo considerado um objeto. “Eles me tratavam como sua propriedade e não se preocupavam com meus sentimentos, com minhas vontades. E muito menos com meus pais, isolados no Maranhão. No entanto, sentia-me na obrigação de colaborar com os pesquisadores. Fazia tudo em troca de alguns passeios e de comida”, disse o jovem num misto de indignação e frustração.

Durante o período em que conviveu com o professor Machado e sua esposa, dona Glória, fatos incríveis aconteceram com ele na qual foram presenciados por todos. “Uma vez passamos o dia no IPRJ e só voltamos para casa às 19h00. Neste dia eu estava muito cansado e queria ir logo para o quarto descansar. Como geralmente só o Mário tinha a chave da porta, permaneci à sua espera. Foi quando, de repente, caí misteriosamente no interior do quarto, como se a porta não existisse. Mas ela estava lá! Quando o professor voltou me chamando, e eu disse que estava lá dentro, ele ficou perplexo sem saber como eu tinha entrado com a porta trancada. Em seguida, se colocou à frente da máquina de escrever, passando a registrar aquele fato até tarde da noite”.

Decorridos alguns meses, Machado comunicou Ferreira de que ele seria levado para o Centro Tecnológico do Exército (Cestex), em Pedra de Guaratiba (RJ), em companhia do tenente Rogério da Cunha. Em sua estadia naquele local o jovem diz ter se sujeitado a todo tipo de exigência por parte dos militares. “Eles me tratavam como cobaia. Obrigavam-me a atravessar pântanos e a realizar perseguições, juntamente com homens armados. Tudo isso para que, excitado, eu viesse a apresentar alguma reação paranormal, digna de maiores estudos”. Segundo Ferreira, os treinamentos eram efetuados numa floresta, onde existia um prédio em forma de pirâmide e no qual eram realizadas pesquisas de cunho psicológico. “Neste local, ao chegarmos em companhia do coronel Cunha, fomos apresentados a mais três oficiais, o tenente Mário, o major Nicelo e o coronel Real, que me interrogaram por mais de duas horas registrando tudo o que eu dizia em gravadores e blocos de anotações”. Essas declarações levaram o CPU à conclusão de que tais fatos realmente aconteceram, ou Antonio Alves Ferreira, mesmo sendo semi-analfabeto na época, é um grande ficcionista.

Desenvolvimento artístico

Desde o acontecido em 1975, o CPU vem acompanhando o caso de Ferreira contatando-o de dois em dois meses, fazendo anotações sobre o seu relato e fotografando o local das ocorrências, sempre em companhia do promotor de justiça José de Freitas Dutra – hoje aposentado – e de ufólogos pertencentes ao Centro de Pesquisas Ufológicas do Maranhão (CPUM), entre eles o pesquisador uruguaio Serafim Fernandez Loyola. Em todas as ocasiões o CPU solicita do contatado que repita sua história mostrando os pontos mais destacáveis e importantes. No entanto, um detalhe que vem intrigando os pesquisadores há tempos é o fato de Ferreira, após o contato, ter começado a desenvolver seu lado artístico. Depois de ter sido persuadido pelos seres alienígenas a engolir algo que ele chama de “pílula”, o jovem começou a usar lápis e pincéis com uma agilidade incrível, principalmente na construção de desenhos arquitetônicos. Outro aspecto importante é o fato de ter passado a escrever e pronunciar palavras num idioma indecifrável por lingüistas.

Ferreira também possui fitas com gravações das falas dos seres Riaus e Telione, sendo que uma cópia encontra-se em poder do CPU. As originais ainda estão com o doutor Dutra e com o professor Garibaldi, que cederam a Ferreira um gravador para registrar os diálogos que vinha mantendo com seus amigos extraplanetários. Em uma das fitas pode-se ouvir o zumbido resultante do que se supõe que seja a rotação do UFO, além do ladrar de cães e cantos de galos, o que prova não haver sido a gravação uma montagem feita em laboratório, pois se assim o fosse, a mesma não teria a interferência de animais. Além disso, naquela época os gravadores eram de rolos pequenos e não existiam melhores condições técnicas para o aprimoramento de gravações, principalmente no Estado do Maranhão.

Visando esclarecer este fato, o CPU solicitou o estudo das fitas por alguns lingüistas, que embora não tenham conseguido traduzir o que estava sendo dito, afirmaram tratar-se de um diálogo organizado com perguntas e respostas. Outro detalhe importante é que na época das ocorrências Ferreira era semi-analfabeto e tinha apenas 16 anos, o que impossibilitou a condução das falas de modo adequado. Ele apenas indagava sobre a fisionomia dos seus interlocutores. Segundo um dos relatos do jovem, “As criaturas estão em missão de paz na Terra e apenas e tão somente interessadas em colaborar com a evolução espiritual dos seres humanos e com o desenvolvimento equilibrado do planeta”.

Atualmente Ferreira contribui com o CEAM, da Universidade de Brasília (UnB), onde já realizou uma série de palestras sobre a origem de sua paranormalidade. Até hoje todas as testemunhas das ocorrências vividas pelo contatado confirmam os fenômenos que o envolveram, sem contradições. Baseados nisso, os pesquisadores do CPU concluíram que seria muito improvável que o caso seja falso ou meramente uma invenção de um simples garoto, que na época não tinha condições de criar uma história tão intrigante, rica em detalhes e que até hoje a sustenta com todas as forças.

Nossa, fiquei tenso demais lendo isso.

Area 51

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Ufologia 10

Como ultimamente estão na mídia os casos de OVNIS no Brasil e parece que dessa vez não temos escapatória, então resolvi postar um artigo que eu achei muito interessante sobre a famigerada Area 51. Se vocês quiserem posso começar a postar bons artigos ufológicos no High5.

Em fevereiro de 1951, a Comissão de Energia Atômica detonou uma bomba atômica a cinqüenta quilômetros ao sul do lago Groom (Groom Lake). O lago Groom estava numa área de 500 quilômetros quadrados que constitui, como um todo, na área de testes militares de Nevada.

Ao ser criada, a área de testes era dividida em setores. Não há lógica nos números que designam as várias áreas. Mas a Área 51 foi o nome dado à região mais a noroeste que inclui o lago seco Groom (espaço aéreo R-4808 N). Há, por exemplo, Área 8, Área 19, Área 2, Área 12 – sem quaisquer lógicas aparentes nos números que as designam. E nos anos 50, a Área 51 era um trecho deserto da área de testes.

Kelly Johnson é um dos melhores engenheiros aeronáuticos da história dos Estados Unidos. Ele comandava um departamento secreto chamado de “Skunk Works” na empresa da Lockheed – o maior fabricante de aviões para a Força Aérea Americana. Johnson e sua equipe tinham fama de construir aviões novos de forma rápida, barata e discreta. Por esse motivo, o governo norte-americano recorreu a ele, em meados de 1954. Em plena Guerra Fria, os EUA precisavam de uma arma secreta de espionagem eficaz.

A CIA fez um apelo dramático para Kelly Johnson: queriam um avião para sobrevoar a União Soviética, pois era crucial descobrir o que os soviéticos tinham de bombardeiros, mísseis e armas nucleares. Vale ressaltar que estamos falando de uma época em que não existiam satélites espiões.

A resposta de Johnson e sua equipe foi o jato U2 – um avião de grande autonomia e capaz de voar até a 21.000 quilômetros de altitude e, conseqüentemente, fora do alcance do radar. O trabalho começou no segundo semestre de 1954 e, oito meses depois, o novo avião estava pronto para os testes.

Até aquele momento, todos os testes com aviões eram realizados na base de Edwards. No entanto, como o U2 era um projeto altamente secreto para invadir o espaço aéreo soviético, resolveram que seria necessário encontrar um lugar mais oculto e remoto. E eis que decidiram pelo lago seco Groom, em Nevada – o local onde era despejado lixo tóxico há pelo menos quatro anos e também, conforme já foi mencionado, foi palco de uma detonação de um dispositivo nuclear, em 1951. Era um local vazio, cercado de montanhas e, como foi usado para testes nucleares, ninguém se aventurava ir para lá.

O governo americano construiu rapidamente aquelas instalações que hoje conhecemos como a famosa Área 51 – no leito do lago seco Groom. Em julho de 1955, o primeiro protótipo do U2 é levado para lá. Três semanas depois, o primeiro escândalo público: um homem que se dizia trabalhar numa tal de Área 51 afirmou, num jornal de Las Vegas, que lá era uma base secreta, no meio do deserto de Nevada, e que tinha um ambiente muito opressor e psicologicamente insuportável. E pela primeira vez há a negativa oficial: o Pentágono respondeu no mesmo jornal, por nota oficial, que não existe a Área 51 e, conseqüentemente, todas as denúncias eram inválidas.

Em agosto de 1955, duas semanas depois do primeiro vôo de missão do U2, o presidente Dwinght D. Eisenhower assinou um decreto executivo proibindo quaisquer vôos no espaço aéreo R-4808 N – justamente sobre o lago Groom. Um outro decreto de 1958 tornava oficialmente não existente uma área de 154 quilômetros quadrados em volta do lago Groom. Apesar de toda essa segurança, os soviéticos descobriram o programa envolvendo o U2. Em 01 de maio de 1960, o U2 pilotado por Francis Gary foi derrubado no território soviético.

Mas logo o U2 iria se tornar obsoleto. A CIA tinha projetado um outro avião substituto que voava mais alto e era mais rápido – a ponto de ser quase impossível detectá-lo no radar.

Em 15 de janeiro de 1962, a USAF solicitou que o espaço aéreo restrito sobre o lago Groom fosse quadruplicado. E três meses depois, o avião A12 fez seu primeiro teste de vôo. Mas o A12 não ficou em segredo por muito tempo… No ano eleitoral de 1964, o presidente Johnson, querendo mostrar ao povo americano que era um governante transparente e que não manteria segredos, contou sobre a existência dos A12. No entanto, convocou a imprensa para vê-los num hangar da base de Edwards, ao invés da Área 51.

Mas um substituto já estava a caminho: SR-71. E quando os SRs começaram a voar, a Área 51 foi bastante ampliada com novos hangares e tanques de combustível. E a segurança foi aumentando… nenhum mapa oficial constava as instalações do lago Groom e, muito menos, havia algum banco de dados disponível.

Em 1967, a ordem interna de todos os escritórios de inteligência era de negação total sobre a Área 51. E foi justamente nesse ano que os americanos capturaram o primeiro MIG-17 soviético intacto, o qual foi direto para a Área 51. Os anos seguintes, mais MIGs e outros aviões capturados foram levados também para a base do lago Groom.

Já em 1968, o sigilo absoluto sobre a Área 51 se concretizou com a criação dos “Black Projects”. Isso significa que a União não tinha mais que expor dados e detalhes aos congressistas sobre parte do orçamento militar anual destinada aos “Black Projects”, por ser uma necessidade de sigilo absoluto para a segurança nacional. Se bem que já escondiam muita coisa dos congressistas mesmo, mas agora os militares estavam amparados legalmente para obter recursos financeiros sem darem maiores explicações sobre os projetos a que se destinam e, principalmente, sem necessitarem realizar desvios “por baixo dos panos” de recursos nos balancetes como faziam antes…

Em suma, o que sustenta a Área 51 é uma bolsa de impostos sem quaisquer controles administrativos e burocráticos conhecido como “orçamento negro”. O valor chega a ser de 30 bilhões de dólares. Outro detalhe muito importante para a ufologia é que se especula que apenas 1/3 do orçamento negro vai para os projetos e os 2/3 restantes, por sua vez, são destinados em serviços de manutenção do sigilo absoluto. Ou seja: proteger a verdade, plantar desinformação para curiosos e espiões de outros países, criar sistemas de segurança no perímetro externo, transporte de material para a instalação que fica no meio do “nada” no deserto de Nevada, etc…

Com tudo isso, ficou quase impossível descobrir o que realmente estava acontecendo lá a partir de 1968. Pelo tamanho dos recursos que a Área 51 consome anualmente, no lançamento da conta “Black Projects” do balanço do governo americano, muitos projetos de tecnologia bélica podem estar sendo desenvolvidos simultaneamente. O que se sabe com certeza é que, no final da década de 70 e início dos anos 80, foi testado uma nova tecnologia chamada Stealth (invisibilidade ao radar). E isso, certamente, é só um pequeno exemplo do que acontece lá.

Em 1989, um metalúrgico da Área 51 chamado Robert Frost padecia de uma estranha doença. Sua pele se soltava e ele precisava se limpar com uma toalha molhada a cada hora – parecia escamas de peixe. Segundo sua viúva, ele sentia o rosto queimar, os olhos ardiam e ele corria pela casa até o banheiro, onde jogava água no rosto e dizia não agüentar mais tanta dor.

E muitos funcionários da Área 51 desenvolveram uma pele escamosa no corpo todo, com fissuras e sangramentos. Robert Frost era o pior. Quando ele morreu, todos da base ficaram apavorados. Muitos deles recorreram a médicos particulares que informaram que eles estavam intoxicados e, ainda, o tratamento só era possível se o agente venenoso fosse identificado. Mas o governo americano se recusava a divulgar o resultado da autópsia de Robert Frost. Ou seja: o governo não podia fazer nada porque eles oficialmente sequer existiam…

Diante de tudo isso, vários funcionários doentes da Área 51 contrataram advogados para processar a USAF (Força Aérea Americana). Detalhe: nenhum deles queria dinheiro ou retratação, mas apenas saberem o que matou Frost e, principalmente, se eles foram expostos aos mesmos agentes tóxicos.

Os advogados descobriram o óbvio: a Área 51 não era apenas a base mais secreta do mundo, mas também o maior depósito de lixo tóxico dos Estados Unidos. O governo americano queimava lixo tóxico lá, em buracos do tamanho de campos de futebol, as quais se enchiam com tambores de 200 litros de lixo, envolviam em combustível para, finalmente, atear fogo com tochas.

Só que existe um motivo para ser proibido a queima de lixo tóxico: como fumaça, os agentes tóxicos penetram mais facilmente na pele e no corpo humano. E sem quaisquer cuidados, os militares chegaram a cavar valas no lado contrário ao vento – medida estúpida que fazia com que parte da fumaça se espalhasse por toda a base, invadindo hangares. Sendo a Área 51 um lugar altamente secreto, as leis ambientais não chegavam lá…

Se você está se perguntando como a situação de Robert Frost não virou um escândalo público, uma vez que o governo americano está matando sua gente com intoxicação de lixo tóxico desconhecido, a resposta pode não agrada-lo enquanto ufólogo: justamente em 1989, numa sincronicidade incrível e altamente suspeita, a imprensa estava com a atenção voltada para outro Robert, que promovia uma quase histeria pública com um outro assunto sobre a Área 51. Esse outro Robert falava de discos voadores e Ets na Área 51. Esse outro Robert ficou conhecido como Bob Lazar!

Só um detalhe: Em 1995 houve o primeiro dia de julgamento. O processo obrigou o governo dos EUA a admitir que a Área 51 existia, mas o 9º Tribunal alegou que os trabalhadores e as viúvas – sim, viúvas, pois houve um segundo óbito nesse processo – não tinham o direito de saber que substâncias tóxicas faziam parte do lixo tóxico que foram expostos. Essa decisão judicial se baseou numa resolução que, coincidentemente, o presidente Clinton havia assinado. Segundo a resolução, a base do lago Groom estava isenta das leis ambientais.

Mas e a questão UFO relacionada com a Área 51? Infelizmente, tudo indica que os UFOs foram usados como “cortina de fumaça”. É muito estranho e grotesco que os americanos deixaram todo mundo saber onde supostamente esconderiam seus maiores segredos. E o que é pior: que promove showzinhos noturnos para reforçar a idéia. Só falta colocar um outdoor com letreiros em néon sobre os picos das montanhas que cercam a Área 51: AQUI SE TESTA DISCOS VOADORES ALIENÍGENAS. NÃO PERCAM, É TODA QUARTA-FEIRA À NOITE! É sempre bom lembrar que os Estados Unidos são experts em dissimulação. Se os EUA têm UFOs e Ets, certamente não estão na Área 51, mas em algum lugar que sequer imaginamos!

As pessoas entendem como “acobertamente ufológico” as operações realizadas para esconder fatos ligados ao fenômeno UFO. No entanto, há um outro nível de acobertamento muito pouco entendido e percebido: utilizar os UFOs para esconder operações ilegais ou sigilosas. Culpe os “ets” e nenhum tribunal do mundo conseguirá intimar um extraterrestre para depor, o que faz dele um ótimo álibi para encobrir operações escusas e/ou secretas.
Escrito Por Reinaldo Stabolito

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